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Por Renata I. Zimmermann
14/09/2016 às 16:21h
(escrito numa tarde muito quente de inverno)

Tem sempre aquele momento que você procura um eixo,
em que nada faz sentido…
Às vezes é no chegar da tarde de um domingo, ao atravessar a rua,
se olhar no espelho ou rir de uma forma desenfreada.
Às vezes você toma Coca-Cola como se aquilo ‘te bastasse’, ‘te completasse’
e noutras… nem um milhão de reais te faria parar.
Às vezes penso que na verdade a gente não sabe como é
e quando acha que sabe, a vida passa uma rasteira pra te mostrar quem ela é.
Às vezes ler Victor Hugo, Milhomens ou Hobbes te preenche,
noutras… pentear o cabelo chega a ser um desafio.
Não importa onde esteja ou o vazio que a vida dá.
Questione…
Questione sempre,
Questione hoje,
Questione o ontem
Questione o hoje e o amanhã…
Pra quê, pra quem e por quê?
Ria ou não ria…
mas seja gargalhada leve numa valsa descompansada.
Não deixe que o riso se torne pranto
quando o peso da carne te puxar pelos pés.
Voe como borboleta, como violeta com a ternura da flor.
Seja,
apenas seja.
Mesmo que por um instante
o sonho que te fez caminhar…